sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fidel Castro sob uma visão maquiavélica e hobbesiana

A Revolução Cubana emergiu da situação deplorável em que se encontrava Cuba no governo de Fulgêncio Baptista. Nessa insurreição houve o destaque de um líder, Fidel Castro.
A sua fixação em 1959 no poder com suas idéias socialistas fez com que seu governo evoluísse para uma ditadura (1961), com este progresso em mente podemos fazer uma análise da sua administração sob a ótica Hobbespiana e Maquiavélica.
Iniciemos a analise com a visão maquiavélica: Fidel segue vários conceitos do "Principe" de Maquiavel a medida que utiliza da força para governar Cuba ao seu modo, violando direitos humanos e cerceado a liberdade de imprensa, sendo assim, temido pelo povo.
Ao alcançar o poder, não se preocupou em manter promessas que havia feito antes de assumir o comando de Cuba e se ocupou por instalar uma rígida ditadura militar, sendo criticado por toda a comunidade internacional. Afirmava que seu governo era de todos (socialista), mas que na realidade se firmava despoticamente.
A ascensão de Fidel Castro realizada de modo adequado segundo a ideia de Maquiavel, na qual ela é perfeita quando apoiada pelo povo, como na Revolução Cubana. Até a sua posse foi necessário o conhecimento sobre as consequências de subir e se manter no poder. Quando Fidel chega ao seu objetivo olha para o passado capitalista pró-americano de cuba e o transforma em governo socialista anti-imperialista.
Para Maquiavel, a dependência fixa entre soberano e seus subordinados é imprescindível e Fidel Castro consegue atingir esse vínculo constante instaurando o comunismo, onde o povo precisa ter suas necessidades básicas supridas (saúde, educação, saneamento básico, moradia, etc.) através de serviços fornecidos exclusivamente pelo governo.
O ditador cubano sustenta uma perspectiva hobbespiana em seu governo através de uma identificação com o pensador inglês que transparece quando as pessoas o colocam no poder assinando um contrato social com o ditador, ou seja, o povo deposita suas vontades em uma unidade (Fidel) e as ações deste serão representadas pelas ações de todos que assinaram o contrato - "direito de representar a pessoa de todos eles" (O Leviatã)
Para Hobbes, a paz é a fusão do estado de natureza não mais em sua plenitude com uma autoridade inquestionável, no caso, Fidel Castro.
Como força mantenedora do poder, temos o exército que oprime e elimina os opositores e que, além disso, censura da liberdade de expressão e da circulação de informações. Assim, Fidel Castro consegue isolar a população da intercomunicação para a formação de forças contra o governo. Defendendo a centralização de Fidel Castro como uma causa para o apaziguamento, Hobbes vê esse ícone como o principal personagem de sua obra, o Leviatã.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Respostas da questão proposta


A política tem que abranger o bem de todos, mas é de todos. Cada um tem o seu conceito de bem estar, o que complica a atuação da política. A finalidade mínima da política é a ORDEM, que ele ( Bobbio ) diz ser o bem comum. Para a política, o bem comum é a ordem?

Resposta de Adriano Parisi
A ordem pode ser considerada uma das frações que compõe o tão sonhado bem comum, porém este não é apenas a ordem.É necessário que convivam com ela fatores como a igualdade, justiça, liberdade e a felicidade das pessoas; esse conglomerado de fatores seria um Estado Utópico, já que a maioria dos Estados Ditatoriais que alcançam a ordem privam seus cidadãos desses direitos básicos, sendo assim o bem é apenas para os que mantêm-se no poder e não para os governados, os “comuns”.

Resposta de Ionatan Bulka
A política tem como finalidade a manutenção da ordem do bem comum, ou seja, tem o poder de organizar os interesses da coletividade. Não necessariamente quando há ordenação, há um bem comum, o que me leva a discordar da questão acima. Levando-se como exemplo temos a ditadura militar no Brasil, que colocou ordem no país, mas em contrapartida, criou revoltas e indignações de grandes massas, pois não eram todos que estavam de acordo com a política rígida da época. Sendo assim, a organização da ordem comum sempre se deu segundo os interesses da política influente e ela deve existir sim, de forma que sua influencia não limite a liberdade da população e trate todos de forma igual criando-se assim o bem comum.

Resposta de Rafael Ranzoni
Acho cada vez mais impossível denominar o que é o bem comum numa sociedade tão heterogeneizada como é a nossa, pois há um conflito de interesses dependendo da camada social e trabalhística em que o cidadão está inserido e principalmente de sua posição política em relação ao governo de sua época.
Partindo do pressuposto que a democracia represente esse bem comum, a afirmação "o bem comum é a ordem" é incerta devido ao fato da democracia não representar a ordem política, tendo por base a necessidade de um soberano incontestável para a manutenção desta ordem. Para ilustrar este ponto de vista, tomemos como exemplo o militarismo no Brasil ou o nazismo na Alemanha, onde o a ditadura agia em detrimento da democracia (bem comum) e uma ordem política era concretizada.

Resposta de Elaine Farah
Partindo da idéia de que, por toda a história da humanidade, as diferentes sociedades espalhadas pelo mundo apresentavam em suas estruturas relações hierárquicas de poder, onde este poder é estabelecido e muitas vezes legitimado nas mãos de uma minoria, observamos a manutenção de desigualdades (existência de superiores e inferiores).
Podemos concluir que, mesmo assim, é possível a fixação da ordem, o contrário disso seria a permanência do caos, da desordem, da anarquia.
Ter ordem, portanto, não significa necessariamente a instituição de ações de interesse coletivo que visem o bem comum (afinal há desigualdade), mas a ordem é viável quando do poder se deriva a coação através da força para sua instituição (leis, punições, idéias, poder econômico).

Resposta de Jéssica Mandari
Para sabermos se a ordem é o bem comum precisamos estabelecer o que seria o bem comum. Seria a convivência de uma sociedade em paz, harmonia, sem conflito de interesses, com as necessidades básicas de cada cidadão supridas com a possibilidade de realizações pessoais e livre circulação de pessoas.
Estabelecido esse primeiro conceito podemos falar de ordem. Mas que ordem seria essa?Na história se formos generalizar todos os tipos de ordem que tivemos, podemos englobá-los em três blocos: 1)ordem estabelecida por aqueles que estão no poder visando suas vontades, sem observarem as necessidades dos seus subordinados e os oprimir para que a ordem seja consumada; 2) ordem visando um objetivo pré-estabelecido sendo dito este como o bem comum, mas sem consultar a opinião dos subordinados a essa ordem; 3) ordem que tenta abranger o máximo de opiniões e vontades possíveis daqueles que à ela serão dependentes, impondo apenas limites para que não se estabeleça o caos.
Dentre essas três ordens, podemos dizer que a terceira opção é a mais viável, pois tenta conciliar o bem comum a muitos interesses e atingir objetivos o mais rápido possível sem conflitos.Com isso em mente, podemos dizer que o bem comum seria então a ordem, já que todos tem a oportunidade de alterar e participar da mesma para terem as suas necessidades atendidas.

Resposta de Nathalia Reale
"O bem comum é o partilhamento de um mesmo status de vida entre os homens, ou seja, um conceito que implica uma identidade entre os homens que não demonstra a realidade. Portanto seria contraditório dizer que o bem comum é a ordem política de um país, já que esta só é possível a partir dos conflitos de interesses  e diferenças sociais e econômicas entre os homens. Muitas vezes, para que essa ordem seja mantida, é necessária a força, como foi no período da Ditadura militar e do Nazismo, quando o bem comum era determinado por uma minoria política que não reprentava a vontade de todos e sim a sí próprios, levando os homens a sofrerem opressões e a se revoltarem por não estarem de acordo com essa política."