A Revolução Cubana emergiu da situação deplorável em que se encontrava Cuba no governo de Fulgêncio Baptista. Nessa insurreição houve o destaque de um líder, Fidel Castro.
A sua fixação em 1959 no poder com suas idéias socialistas fez com que seu governo evoluísse para uma ditadura (1961), com este progresso em mente podemos fazer uma análise da sua administração sob a ótica Hobbespiana e Maquiavélica.
Iniciemos a analise com a visão maquiavélica: Fidel segue vários conceitos do "Principe" de Maquiavel a medida que utiliza da força para governar Cuba ao seu modo, violando direitos humanos e cerceado a liberdade de imprensa, sendo assim, temido pelo povo.
Ao alcançar o poder, não se preocupou em manter promessas que havia feito antes de assumir o comando de Cuba e se ocupou por instalar uma rígida ditadura militar, sendo criticado por toda a comunidade internacional. Afirmava que seu governo era de todos (socialista), mas que na realidade se firmava despoticamente.
A ascensão de Fidel Castro realizada de modo adequado segundo a ideia de Maquiavel, na qual ela é perfeita quando apoiada pelo povo, como na Revolução Cubana. Até a sua posse foi necessário o conhecimento sobre as consequências de subir e se manter no poder. Quando Fidel chega ao seu objetivo olha para o passado capitalista pró-americano de cuba e o transforma em governo socialista anti-imperialista.
Para Maquiavel, a dependência fixa entre soberano e seus subordinados é imprescindível e Fidel Castro consegue atingir esse vínculo constante instaurando o comunismo, onde o povo precisa ter suas necessidades básicas supridas (saúde, educação, saneamento básico, moradia, etc.) através de serviços fornecidos exclusivamente pelo governo.
O ditador cubano sustenta uma perspectiva hobbespiana em seu governo através de uma identificação com o pensador inglês que transparece quando as pessoas o colocam no poder assinando um contrato social com o ditador, ou seja, o povo deposita suas vontades em uma unidade (Fidel) e as ações deste serão representadas pelas ações de todos que assinaram o contrato - "direito de representar a pessoa de todos eles" (O Leviatã)
Para Hobbes, a paz é a fusão do estado de natureza não mais em sua plenitude com uma autoridade inquestionável, no caso, Fidel Castro.
Como força mantenedora do poder, temos o exército que oprime e elimina os opositores e que, além disso, censura da liberdade de expressão e da circulação de informações. Assim, Fidel Castro consegue isolar a população da intercomunicação para a formação de forças contra o governo. Defendendo a centralização de Fidel Castro como uma causa para o apaziguamento, Hobbes vê esse ícone como o principal personagem de sua obra, o Leviatã.
Muito interessante a idéia de vocês de fazer uma análise da trajetória de Fidel Castro a patir de Maquiavel, pois o líder cubano,sem dúvida, agiu em concordância com alguns pontos de "O Principe".
ResponderExcluirAnalisando a postura de Fidel, a partir da frase de Maquiável "os fins justificam os meios", percebemos que o líder cubano se utilizou deste discurso para atingir seus objetivos e chegar ao poder; Fidel afirmava que a Revolução e a luta armada seriam apenas uma fase transitória até que um novo governo democrático fosse instituido, ou seja, que a tomada de poder a força, por meio da violência era necessária, e portanto justificável, para libertar o povo cubano das tristes condições que Fulgêncio Batista impôs.
Entretanto quando Fidel já estava no poder continuou utilizando da violência para conter a população cubana sob seu controle, e manter afastada qualquer tentativa de golpe de Estado por parte da oposição, o que traz outra questão discutida por Maquiavel, sobre "se é melhor ser amado ou temido".
Fidel, que teria cumprido o papel de libertar o povo cubano da ditadura de Fulgêncio, acabou por tornar-se ele próprio um temido ditador, que jamais permitiu eleições diretas ou a criação de partidos de oposição e que restringiu fortemente a liberdade de imprensa.