quinta-feira, 9 de junho de 2011

Impactos da exploração do homem pelo homem seguindo o pensamento de Marx

Segundo Marx, a origem da história está no homem, nas suas necessidades que fará com que esse busque sua satisfação através do trabalho. Portanto, ele acredita que o trabalho é o verdadeiro valor da alienação.
Sua grande crítica ao capitalismo está na importância que damos ao mundo das aparências e não da forma como o produto fora feito, a força de trabalho, além de tentar desmistificar a complexidade econômica em relação a mercadoria que é feita. Para poder explicar, usa da a decomposição de todo o processo de produção. Toda mercadoria tem um valor de uso, a utilidade; trabalho concreto, o que se enxerga e o trabalho abstrato, o tempo socialmente necessário para produzi-lo, garantindo a identidade entre todos os trabalhos e que permite a troca entre eles. É, portanto, esse trabalho abstrato, que Marx valoriza e que a sociedade capitalista não vê ou finge em não ver, sendo essa, a alienação. Essa aparência gera na sociedade, uma visão contrária à da realidade, a essência dos trabalhos. A população esta interessada em comprar produtos caros, de marcas, sentindo-se mais importantes, entrando no mundo do fetichismo, onde o tempo socialmente necessário, já dito acima não é valorizado e a mercadoria sim. Marx utiliza o conceito de fetiche no sentido original de "feitiço", para referir-se ao duplo aspecto - econômico e ideológico - que a mercadoria assume na sociedade capitalista.
A ascensão da burguesia que levou a prática capitalista, favoreceu a propriedade privada e beneficiou uma única classe social. Quem não fizesse parte deste meio e não acompanhasse o processo moderno seriam excluídos e encontrariam uma revolução como saída, por isso, para Marx, “A historia é a historia das lutas de classes”.
O desenvolvimento capitalista do hemisfério Norte e o seu forte imperialismo se iniciaram na Europa, mas que hoje em dia tem a ponta do seu iceberg no capitalismo dos Estados Unidos. Uma das empresas que hoje caracteriza todo o método de produção capitalista contemporâneo é a Nike, que além de alienar o trabalhador com a mercadoria produzida por ele, desvaloriza a força de trabalho do operário através da introdução de máquinas e o excessivo trabalho com baixo salário.
A desvalorização da mão de obra não acontece somente pela introdução da máquina no sistema de produção, mas também pela abundância de trabalhadores desqualificados que residem em países com condições desumanas, fazendo com que o valor da mão de obra seja menor (salário).
Os impactos decorrentes desta exploração de trabalho são observados nas desigualdades entre as classes e a má distribuição de renda. Os países emergentes sofrem na mão dos Estados imperialistas pelo fato destes querem baratear os seus produtos e o fazem procurando a mão de obra mais barata e que tenha menos vigilância do Estado ao qual pertence, pois assim, pode explorar e assalariar da forma que lhe convir.
Toda essa necessidade de baratear o custo da produção do produto vem de um conceito cíclico que Marx explica: o capital constante e o variável. Ele é cíclico, pois através do capital variável podemos alterar os salários e o tempo de trabalho, obtendo a mais-valia (conceito fundamental da economia marxista que designa o valor produzido por trabalho não remunerado pelo capitalista) que culmina no lucro calculado sobre o todo. Assim, com esse lucro em mãos o capitalista pode investir no seu capital constante (que são os bem da indústria, por exemplo, móveis, maquinário e terreno) valorizando cada vez mais a sua indústria e crescendo o seu poderio de mercado.


4 comentários:

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  2. Olá! Tudo bem?
    Seu texto me chamou a atenção ao comentar a idéia exposta de fetichismo da mercadoria, é quando o produto, por meio de um fenomeno sociológico, parecem ser coisas dadas e naturais, ou seja, parecem ter uma vontade própria. As pessoas se esquecem que aquilo é uma coisa, feita por pessoas, esquecem-se das relações sociais que estão por trás do processo produtivo, isso faz com que as pessoas passem a agir como coisas. Na sociedade capitalista, o processo de produção se autonomiza, independentemente da vontade humana, produzindo esse fenomeno.
    A idolatria em torno do objeto cujo valor simbolico é maior que o de uso
    e a questão de naturalizar objetos, ou seja, esquecer-se que são frutos de um processo produtivo e esse processo vira autônomo, foge da vontade humana e logo, o fetiche da mercadoria está aí internalizado e nos tornamos "escravos" desse fetiche.

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  3. É importante analisar que quando marx fala sobre alienação do trabalho ele não está apenas falando sobre o trabalho abstrato, o tempo socialmente necessário, e sim do trabalho como um todo, ou seja o trabalho concreto também. O trabalhador não vai mas se reconhecer no trabalho e no produto, não vai entender como as coisas são produzidas, o marceneiro não vai mais se reconhecer na mesa que construiu. Com o fetichismo da mercadoria, o valor uso das coisas perde um pouco do sentido nas nossas decisões, não vamos mais comprar o que nós é necessário e sim o que nós é tentador na sociedade consumista

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  4. É interessante, para concluir o texto, destacar que Marx acreditava na auto-destruição do capitalismo. Como vocês comentaram, a tendência na sociedade capitalista seria investir cada vez mais no capital constante, o que futuramente, segundo Marx, causaria a substituição de operários por máquinas, um excesso de produção e pessoas sem dinheiro para consumir. Com o grande investimento no capital constante, o variante acabaria sendo "empurrado", implicando em um desequilíbrio do sistema capitalista e, consequentemente, em sua destruição.
    Pelo que me lembro, Marx acreditava que ia viver para ver o final do capitalismo, deixando até de escrever os outros volumes de O Capital para que pudesse escrevê-los com maior base no que viria a acontecer. No entanto, isso não aconteceu e os dois outros volumes acabaram sendo publicados por Engels após sua morte.

    Camilla Lopes
    RA 00068939

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